terça-feira, 20 de outubro de 2015

SE TOQUE! Nós apoiamos essa causa!


Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que visa a luta contra o câncer de mama. Nesse mês todas as mulheres que tenham entre 40 e 69 anos são estimuladas a realizarem o exame mamográfico. Nós do blog Contra Mão apoiamos essa causa! A divulgação desta campanha é importante para as pessoas conhecerem mais sobre os riscos e tratamentos desta doença que infelizmente é muito comum em mulheres. (e em raros casos, encontra-se em homens também)

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Linguagens e Produções Midiáticas.

O Rock in Rio Na Industria Cultural.


     O Rock in Rio surge no Brasil em 1985, após um período de transformação no país, que passou por um longo período de ditadura militar. Com o país rumo à democracia nasce o Rock in Rio, que foi o primeiro grande festival de música na América do Sul. O evento sempre trouxe ao Brasil grandes nomes do rock desde sua primeira edição. Já contou com nomes como: ACDC, Iron Maiden, Queen, Ozzy Osbourne, entre outros. 
     Mas na atualidade o evento não está totalmente voltado ao rock em si. Na edição de 2015, os críticos e até mesmo pessoas que foram ao evento disseram que cada vez este ficou mais voltado ao gênero Pop. O que nos faz pensar que o evento cedeu a Indústria Cultural mudando seu repertório para se adequar ao mercado atual.  
    Essa questão nos leva à Escola de Frankfurt, que estudava a cultura transformada em mercadoria e como as ideologias podem ser passadas através desses eventos. No ponto de vista de Theodor Adorno (1906-1969) teríamos uma explicação do porquê o evento investe cada vez mais em artistas que estão nas primeiras posições das paradas musicais, para assim arrecadar mais verba e até mesmo atrair o público. Porém, se analisarmos o ponto de vista de Walter Benjamin (1892-1940) e pesquisarmos um pouco mais a fundo sobre o evento, vemos que o Rock in Rio na verdade é um difusor de culturas, além de nós trazer grandes nomes, também traz a cultura de todos os gêneros para o nosso país e a cada ano atrai mais público e até mesmo turistas.     Na sua edição de 2001, por exemplo, o evento discutiu assuntos socioambientais como "foco na educação" e "cidadania", no qual ocorreu o maior movimento de comunicação já visto. Foram mais de 3.500 emissoras de rádio e TVs paradas por 3 minutos para refletirem como transformar o planeta em um lugar melhor. O Rock in Rio assim passou de apenas um evento musical para um grande festival de entretenimento, o sucesso do evento foi tanto que chegou a outros países. 
     Nós do blog Contra Mão, entrevistamos Clemente Nascimento e Marcelo Andreassa, locutores da radio de rock KISS FM. Nessa entrevista Clemente expressa sua opinião dizendo que “O Rock in Rio É a indústria Cultural.". Confiram: 




domingo, 18 de outubro de 2015

Mundo Contemporâneo.



O Movimento Hippie.


   O ano de 1960 é marcado por jovens de maneira inédita a mudar e fazer Historia, e conseguir chegar até nas sociedades mais conservadoras. Mostraremos aqui uma relação de comportamento daquela época, o movimento Hippie que apareceu disposto a fazer uma visão de mundo inovadora e distante dos vigentes ditames da sociedade capitalista.
    Temos com base a teoria dos estudos culturais, com o principal objetivo o cotidiano, os estudiosos analisam a cultura como forma de entender a influência da mídia na cultura de uma sociedade, e também como sendo parte de um complexo cultural maior. Por outro lado, a proposta é estudar a cultura como um lugar de luta entre diferentes culturas, vinculadas a diferentes camadas da sociedade. (MARTINO,2005, p. 28-29).
      De Norte a Sul do mundo jovens clamavam por liberdade, independência em relação aos valores dominantes e igualdade, cabelos compridos, a expansão de consciência por drogas, luta pela paz, a liberdade sexual, o amor livre e a valorização da natureza. São apenas algumas relações defendidas pelo movimento mais expressivo da contracultura, mudando a forma de pensar e agir dos jovens no mundo.


Os hippies não se diferenciaram por uma postura política engajada, não eram a favor do “sistema” nem do “poder”, exaltavam o uso de maconha onde acreditavam que possuía caráter espiritual, principalmente por ser proveniente da natureza. Faziam o uso também do LCD, que era mais conhecida por ser uma droga recreativa, onde expandia a consciência. Segundo Timothy Leary (1920-1996), pioneiro e defensor do uso do ácido psicodélico e muito admirado pelos Hippies, a experiência psicodélica era uma viagem ao nodo domínio da consciência. Porém muitos deles não se portavam como drogados e alheios do que se passava ao seu redor, os hippies lutaram pela ampliação dos Direitos Civis e o fim das guerras que aconteciam naquele momento, a influência das autoridades sob os meios de comunicação acobertavam as discussões que desenvolvia para enfatizar os comportamentos marginas dos hippies.
     Muitas vezes a forca policial era acionada para esses “desordeiros”, a ser retirados dos espaços públicos. Podemos destacar um dor grandes confrontos do movimento a mobilização feita na Convenção Nacional democrata, ocorrida entre 26 a 29 de agosto de 1968, na cidade de Chicago, sob a liderança de A bbie Hoffman e Jerry Rubin, a chamada “Festa da Vida” onde vários cenários políticos norte-americanos eram criticados. O movimento hippie buscava outras sociedades onde novas formas de percepção com voz ativa contra algumas ações políticas da época, podendo assim ser um exemplo para muitas pessoas que se preocupam com as questões de seu tempo e a liberdade de defender seus direitos.


"Descanse em (quase) Paz." Charge por: Jéssica Almeida e Danilo Santos.


História da Comunicação Contemporânea.

O Cinema E Suas Influências.


   Em 1985, ao final do século XIX surge o cinema na França criado pelos irmãos Louis e Auguste Lumiere. Na metade do século a fotografia que já havia sido inventada, foi o primeiro passo para a criação do cinema. O cinema então ganha espaço na indústria cultural e as pessoas encontram uma nova forma de entretenimento.
   Bom falando em cinema a primeira coisa que nos vem à cabeça é Hollywood, com suas incríveis produções milionárias que sempre nos deixam ansiando por novidades. Sem duvida o cinema Hollywoodiano é referencia no mundo inteiro e suas superproduções fazem cada vez mais sucesso. Com esses filmes nascem então os “Olimpianos” que são os protagonistas e que dão vida aos personagens, que são alvo de desejo, inspiração, delírio, fascínio das pessoas, os fãs querem tocar, sentir, interagir e ate mesmo copiar o jeito, o estilo, a forma de se vestir e a aparência de seus ídolos. Pele perfeita, cabelo impecável e postura imperial, são assim que são vistos em cena, formando assim um verdadeiro estereótipo de novo conceito de beleza, que praticamente se tornou padrão no mundo inteiro. 
Essa influencia não é proveniente apenas do cinema pós moderno. Desde a década de 70 com os filmes “Embalos de sábado à noite” e “Grease” vimos uma grande quantidade de pessoas que se identificaram com as historias, influenciando na vestimenta, penteado no comportamento em geral dos jovens daquela década.

 Nascem assim os ídolos que são praticamente venerados como deuses por seus fãs, tornando-os uma ótima ferramenta de sucesso e mercado. Com seus salários milionários e agendas sempre lotadas essa celebridades não pensam em como suas atitudes podem influenciar as pessoas.

     Já vimos que as pessoas se inspiram em seus ídolos e buscam cada vez mais a perfeição passada pelo cinema Hollywoodiano, muitas vezes aderindo um personagem e se caracterizando recorrendo a cirurgias plásticas, para ficarem iguais a eles. O cinema presa por imagem e poder acima de tudo e vem criando novas tendências: James Dean com a moda calça jeans e jaqueta de couro; Marilyn Monroe com seus cabelos louros e seu estilo burlesco. Para a indústria cultural o cinema se tornou uma arma de cultura pós
moderna onde os produtores cada vez investem mais para agradar os espectadores e influenciá-los de acordo com suas vontades.
     Neste contexto é importante destacar o pensamento de Martino (2009, p. 131). A importância da questão da recepção. Os estudos culturais têm como preocupação a atenção que o conteúdo que o receptor entende. Isso porque é na recepção que a comunicação efetivamente acontece. Por outro lado a proposta é estudar a cultura como lugar de luta entre diferentes camadas da sociedade, que se torna possível descobrir ou criar regras para associar esses fragmentos.



Nós do blog Contra Mão realizamos uma pesquisa de campo com o assunto: "Cinema na década de 70", e através desta, concluímos que na opinião do público o cinema daquela época tenha sido mais influenciável do que o cinema atual.

Fomos às ruas e encontramos D. Lurdes, 55, que era uma das jovens  no tempo em que os filmes Grease (1977) e Embalos de Sábado a Noite (1978) estavam no auge e eram grandes referências. "Eu assisti a esses dois filmes, e, naquele tempo estavam sendo super comentados, pois todo mundo queria ser o John Tavolta e a outra mocinha lá (risos)." afirma dona Lurdes.
Segundo a mesma, tudo era influenciável naqueles anos, pois era tudo novo, divertido, na moda, etc. "Até eu mesma me vestia como aquelas menininhas, era muito divertido!"

-A forma de como o cinema era anteriormente, ajudou a senhora a se tornar no que é hoje?
- "Sim! Eu costumava ser muito tímida quando mais nova, e com a ajuda dos filmes, eu e minhas amigas sempre nos juntávamos nas tardes de sábado para ficarmos dançando (risos), e isso me ajudou muito a ser quem eu sou hoje."


Por fim, podemos tirar proveito disso e concluir que, o cinema foi um alvo de muita influência e referência nos anos 70 e continua sendo até hoje, pois mesmo que não com a mesma intensidade dos "tempos da brilhantina", ainda existem pessoas que são muito influenciáveis pelo cinema atual. 

Produção De Texto.

Estudos Das Teorias E Seus Paradigmas. 


SILVA, Sandro Takeshi Munakata da. Panorama das Teorias da Comunicação IN Silva, Sandro Takeshi Munakata da. Teorias da Comunicação nos estudos de relações públicas [recursos eletrônicos], Porto Alegre: EDIPUCRS, 2011, p. 8- 43.
O livro Teorias da Comunicação nos estudos de relações públicas destinado para estudantes de comunicação e jornalismo foi escrito por Sandro Takeshi Munakata da Silva, autor formado em Relações Públicas pela faculdade Cásper Líbero, e em processos gerenciais pela EBAPE/FGV. Possui pós-graduação (Lato- Sensu) em Comunicação Empresarial na UMESP e Mestrado em Comunicação na USCS. O livro é composto de três capítulos, que nos apresentam as teorias da Comunicação. O autor nos mostra, no primeiro capítulo, que muito se foi estudado sobre o tema, porém ainda existem muitas divergências dentro destes estudos, apontando diferentes opiniões de autores distintos, a respeito de teorias da comunicação: alguns consideram serem muitos, já outros, muito poucas. Sintetizamos o primeiro capítulo da obra de Sandro Takeshi, para que possamos entender e interpretar de forma correta as Teorias da Comunicação. O autor apresenta alguns paradigmas. São eles:
Paradigma Funcionalista Pragmático, embasado no positivismo, tem como centro os Estados Unidos. Foi estudado para que assim os indivíduos pudessem compreender suas relações em grupo. Entre os conceitos importantes desse paradigma, incluem influência e interação, que são de extrema importância em vários sentidos na comunicação.
Já no Paradigma Matemático Informacional, os profissionais das ciências exatas procuram entender e melhorar a forma de troca e transmissão de informações entre indivíduos, reduzindo o processo a simplificações. Conceitos principais seriam a informações, redundância, ruídos, mensagens e linguagens, que nos ajudam em cada interpretação.
O Paradigma Culturológico. Tem a função de compreender de que forma a cultura de massa influencia a sociedade, destacando os principais conceitos, que são a cultura como sistema, a estrutura, mediação, a cultura como repertório e como poder.
O Paradigma Linguístico Semiótico se define nos estudos e conceitos de signos, tendo como base o uso da linguagem destacam assim a linguística e a semiótica.
O Paradigma Crítico tem relação direta com a reflexão cultural promovida pela filosofia clássica alemã. A escola de Frankfurt, a Espiral do Silêncio, Teoria da ação comunicativa, Escola Latino-Americana e a Folkcomunicação são apenas umas das definições de abordagem de temas como: indústria cultural, capitalismo, opinião pública e a influência proposital provenientes aos conceitos marxistas. A indústria cultural nada mais é do que a produção de cultura em forma de mercadoria, um dos conceitos da Escola de Frankfurt, criados por Theodor Adorno e Max Horkeimer. Na visão e alguns pensadores, a reprodução das obras poderia assim desvalorizar o material original. Já, para outros, seria uma forma mais fácil para que assim a obra pudesse atingir um público maior e assim gerar lucros para a visão capitalista.
De acordo com o autor, as teorias ainda enfrentam diversos desafios já que necessitam de diversas metodologias para serem formadas, além de um estudo constante sobre a sociedade que vem mudando e evoluindo com o passar do tempo. Vemos então que a comunicação é a base fundamental de uma sociedade, que tem o poder de moldar indivíduos, de acordo com  cultura, folclore, entre diversos outros fatores, o que nos traz a ideia de que para que exista uma ordem ou um equilíbrio, é necessário que sejam elaboradas regras sociais que devem ser seguidas e estudadas para desenvolvimento e evolução das sociedades, ou sejam as teorias são criadas exatamente com esse objetivo, para não só analisar o comportamento humano em grupo ou em sociedade, mas também para moldá-lo para diversos fins.